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JQuery autocomplete em ajax com php e mysql

Olá!

Pessoal, desenvolvi um novo sistema de auto complete, na forma de um plugin JQuery, o Simple AutoComplete JQuery Plugin.

O Simple AutoComplete JQuery Plugin é mais fácil de integrar e resolve os BUGs que aconteciam no IE, na funcionalidade deste tutorial.

Você pode baixá-lo e ver a documentação em : http://blog.idealmind.com.br/projetos/simple-autocomplete-jquery-plugin/

Neste tutorial vou mostrar para você como fazer um autocomplete usando JQuery e AJAX, estilizado com css, e consultando banco de dados MySQL com PHP.

O resultado final será como a imagem abaixo:
autocomplete

Antes de tudo, baixe os arquivo necessários: http://blog.idealmind.com.br/exemplos/autocomplete/autocomplete.rar

Lá você encontra os arquivos javascript e css, e também o php, uma página de exemplo e as sqls.

Bom, depois de baixado, vamos ao primeiro passo, que será criar uma tabela no banco de dados, e inserir alguns dados.

Quero deixar um agradecimento e os créditos para o pessoal do webartz (http://www.webartz.com.br/mysql/banco-mysql-de-cidades-e-estados-do-brasil/),  pois foi onde encontrei e baixei as sqls com os dados das cidades e estados do brasil.

Vamos criar uma tabela para o nosso exemplo, com os estados do Brasil:

CREATE TABLE `estados` (
	`id` INTEGER UNSIGNED NOT NULL AUTO_INCREMENT,
	`sigla` VARCHAR(2) NOT NULL,
	`estado` VARCHAR(45) NOT NULL,
	PRIMARY KEY (`id`),
	INDEX `ix_estado`(`estado`)
)
ENGINE = MyISAM
CHARACTER SET utf8 COLLATE utf8_general_ci;

E agora vamos inserir os estados na tabela:

INSERT INTO `estados` (id, sigla, estado ) VALUES
	(1, 'AC', 'Acre'),
	(2, 'AL', 'Alagoas'),
	(3, 'AM', 'Amazonas'),
	(4, 'AP', 'Amapá'),
	(5, 'BA', 'Bahia'),
	(6, 'CE', 'Ceará'),
	(7, 'DF', 'Distrito Federal'),
	(8, 'ES', 'Espírito Santo'),
	(9, 'GO', 'Goiás'),
	(10, 'MA', 'Maranhão'),
	(11, 'MG', 'Minas Gerais'),
	(12, 'MS', 'Mato Grosso do Sul'),
	(13, 'MT', 'Mato Grosso'),
	(14, 'PA', 'Pará'),
	(15, 'PB', 'Paraíba'),
	(16, 'PE', 'Pernambuco'),
	(17, 'PI', 'Piauí'),
	(18, 'PR', 'Paraná'),
	(19, 'RJ', 'Rio de Janeiro'),
	(20, 'RN', 'Rio Grande do Norte'),
	(21, 'RO', 'Rondônia'),
	(22, 'RR', 'Roraima'),
	(23, 'RS', 'Rio Grande do Sul'),
	(24, 'SC', 'Santa Catarina'),
	(25, 'SE', 'Sergipe'),
	(26, 'SP', 'São Paulo'),
	(27, 'TO', 'Tocantins')
;

Agora vamos criar um arquivo HTML vazio:

<html>
	<head>

	</head>
	<body>

	</body>
</html>

Agora, dentro da tag <head> vamos incluir os arquivos necessários:

	<script type="text/javascript" src="js/autocomplete.js"></script>
	<script type="text/javascript" src="js/jquery-1.3.2.min.js"></script>
	<link rel="stylesheet" type="text/css" href="css/autocomplete.css">

Quero deixar claro que o arquivo autocomplete.js deve ser chamado antes da JQuery, por questões de compatibilidade.

Feito isso, vamos criar, dentro da tag <body> o campo input onde será digitado o texto e aparecerá o autocomplete:


	<input type="text" name="campo_estado" id="campo_estado" />

Observe os valores dos atributos name e id: campo_estado. Estes valores serão a referência para a JQuery.

E agora vamos criar 3 campos, anda dentro da tag <body>, onde armazenaremos os dados referentes a opção que for selecionada no autocomplete:

	<input type="text" id="id_val" name="id" value="" /><br />
	<input type="text" id="estado_val" name="estado" value="" /><br />
	<input type="text" id="sigla_val" name="sigla" value="" />

Observe que foi criado um campo para cada resultado da consulta que o autocomplete vai fazer via AJAX, PHP e MySQL.

Ok. Agora vamos para a parte do javascript, que fará tudo funcionar. O seguinte código deve ser inserido entre as tags <head></head>, depois da chamada dos arquivos js e css que foram incluídos.


<script type="text/javascript">
$(document).ready(function(){
	// Aqui que tudo começa. Observe que usei o atributo name do campo que será digitado o texto como referência.
	new Autocomplete("campo_estado", function() {
		// Quando o autocomplete trazer o resultado da consulta, vai atribuir nos campos correspondentes
		this.setValue = function( id, estado, sigla ) {
			$("#id_val").val(id);
			$("#estado_val").val(estado);
			$("#sigla_val").val(sigla);
		}
		if ( this.isModified )
			this.setValue("");
		if ( this.value.length < 1 && this.isNotClick )
			return ;
		// O arquivo php abaixo é que será chamado via AJAX, sendo passado o parâmetro q com o valor digitado no campo
		return "ajax.php?q=" + this.value;
	});

});
</script>

Agora vamos criar o arquivo ajax.php, que receberá por GET o parâmetro q com o valor do texto que foi digitado no campo:

<?php
// Abaixo são definidas as variáveis de acesso ao banco de dados MySQL
$hostname = 'localhost';
$username = 'root';
$password = '';
$dbname = 'test';

// Abaixo o código de conexão ao banco
mysql_connect( $hostname, $username, $password ) or die ( 'Erro ao tentar conectar ao banco de dados.' );
mysql_select_db( $dbname );

// Na linha abaixo é dado um escape, para retirar caracteres que possam prejudicar a consulta sql
$q = mysql_real_escape_string( $_GET['q'] );

// Abaixo a sql que retornará os dados
$sql = "SELECT * FROM estados where locate('$q',estado) > 0 order by locate('$q',estado) limit 10";

// Abaixo executo a sql e atribuo o resultado da consulta à variável $res
$res = mysql_query( $sql );

// Para cada resultado encontrado, será gerada uma linha no autocomplete, colocando em negrito o termo digitado.
while( $campo = mysql_fetch_array( $res ) )
{
	$id = $campo['id'];
	$estado = $campo['estado'];
	$sigla = $campo['sigla'];
	$estado = addslashes($estado);
	$html = preg_replace("/(" . $q . ")/i", "<span style=\"font-weight:bold\">\$1</span>", $estado);

	// Veja que existe o atributo de evento onselect, que executará as funções de retorno no autocomplete
	echo "<li onselect=\"this.setText('$estado').setValue('$id','$estado','$sigla');\">$html ($sigla)</li>\n";
}
?>

Bom, seguindo esses passos, você poderá incluir uma funcionalidade de autocomplete poderosa em seu site. Agora basta personalizar e estilizar ao seu gosto!

Deixe seu comentário!

Como criar stored procedures e funções no MySQL

Olá!

Hoje vou mostrar como se faz para criar stored procedures e funções no MySQL. Stored procedures e funções são processos que você cria e ficam armazenados noMySQL, onde você pode executá-los depois. A vantagem é que o tempo de execução para consultar dados e mostrar na tela do usuário, ou executar comandos mais complexos, ficam muito mais rápidos do que se você fosse fazer via PHP, por exemplo.

Imagina se você tem que fazer uma consulta, e de acordo com cada resultado desta consulta você tem que inserir ou atualizar uma outra tabela. Ou então imagine que você tenha que fazer uma consulta e executar alguns cálculos com os dados de alguns campos. Isso dá para fazer com PHP, mas você torna o processo muito mais lento, pois para cada resultado, o php abre uma nova consulta para executar a instrução devida. No exemplo que mostrarei, vou comparar uma stored procedure com um script php, que fazem exatamente a mesma coisa.

Com uma stored procedure, você faz uma chamada só ao servidor MySQL e ele se encarrega de fazer sozinho. Stored Procedure são ótimas para se executar scripts mais complexos no banco de dados.

Com uma função, em uma única consulta você já traz os resultados prontinhos para o php somente mostrar na tela. é como se o resultado da função fosse um dado já armazenado mo MySQL.

Diferença entre stored procedures e funções

Stored procedures não retornam dados. Elas executam scripts no MySQL, que podem ser desde alterações da estrutura de tabelas, até migração de dados de uma tabela para outra, ou executar ações de acordo com os resultados de uma consulta.

Funções obrigatoriamente devem retornar dados, sejam INT, CHAR, VARCHAR, BOOLEAN etc. São ótimas para fazer comparação de dados e retornar valores, executar cálculos, consultar outras tabelas diferentes de acordo com os parâmetros passados etc.

Enfim, dá para fazer muita coisa com o MySQL através de Stored procedures e funções, que otimizam o código e o torna muito mais profissional.

Bom, vamos aos exemplos.

Criando uma Stored Procedure

Vamos supor que você queira uma tabela para armazenar quais sessões de uma aula e quantas vezes um aluno as acessou. Você armazena em uma tabela a nota do aluno para cada vez que ele faz os exercícios de cada aula.

Então temos as tabelas aula_sessao e aula_nota (além das tabelas aluno e aula, claro)

Você precisa atualizar a tabela de sessão dos exercícios para cada aula que o usuário fez, dizendo o número de vezes que o usuário fez os exercícios daquela aula.

Claro que você pode criar um Trigger para executar isso automaticamente, mas imagina se você começou a monitorar os dados de sessão da aula um tempo depois que o site já estava no ar. Você vai ter que recuperar os dados de algum lugar para a contagem não começar do zero. E para agravar ainda mais a situação, você resolveu atualizar estes dados depois que o sistema de monitoramento já estava no ar, ou seja, já possuia dados gravados. Então você tem que inserir novos registros se ainda não existirem, ou atualizar os registros se já existirem.


delimiter ;
-- Na linha abaixo eu apago a procedure caso ela exista
drop procedure if exists insereDados;

delimiter |
-- Na linha abaixo eu crio a procedure
create procedure insereDados()
 begin

-- Abaixo eu declaro as variáveis.
 DECLARE done INT DEFAULT 0;
 declare aulaId INT;
 declare alunoId INT;
 declare vezes INT;
 declare existe CHAR(1);

-- Abaixo, eu declaro um cursor que será a minha consulta de referência que atualizará a tabela aula_sessao
-- Nela eu pego o id da aula, o id do aluno, a quantidade de vezes que o aluno fez os exercícios para cada aula,
-- e verifico em uma subquery se o aluno já possui o registro daquela aula em aula_sessao

 DECLARE curs CURSOR FOR (

select
a.idaula,
a.idaluno,
count(*),
(select if(count(*)=0,'N','S') from aula_sessao where idaluno = a.idaluno and idaula = a.idaula)
from
aula_nota a
group by
a.idaluno,a.idaula

);

-- Na linha abaixo, altero o valor da variável done para um, caso nenhum resultado seja encontrado no cursor;
 DECLARE CONTINUE HANDLER FOR NOT FOUND SET done = 1;

-- Ativo o cursor
 OPEN curs;

-- Começo o loop para cada resultado encontrado no cursor
 REPEAT

-- Atribuo os dados de cada campo, na ordem do select do cursor, dentro das variáveis abaixo
 FETCH curs INTO aulaId, alunoId, vezes, existe;

-- se done é falso (done = 0) executa o que está dentro do if
    if not done then
      -- se o resultado do cursor diz que não existe o dado em aula_sessao, vou inserir o registro
if existe = 'N' then
insert into aula_sessao (idaula,idaluno,sessao_exercicios) values (aulaId,usuarioId,vezes);
      -- Se já existe um registro relacionando o aluno à tabela aula_sessao, vou atualizar o registro
elseif existe = 'S' then
update aula_sessao set sessao_exercicios = vezes where idaula = aulaId and idaluno = alunoId;
end if;
    end if;
 -- até que a variavel done receba o valor TRUE (quando não existirem resultados disponíveis)
 UNTIL done END REPEAT;
-- Fecho o cursor e finalizo a stored procedure
 CLOSE curs;

 end
|

delimiter ;

Para executar a procedure, basta chamá-la assim:
CALL insereDados();

Se você quiser apagá-la depois de executada, bas dar o comando:
drop procedure if exists insereDados;

A mesma coisa no PHP (porém muito mais lento)

O código PHP abaixo faz exatamente a mesma coisa que a Stored Procedure que criamos:


<?php

$sql = "
 select
 a.idaula,
 a.idaluno,
 count(*) as vezes,
 if(s.id is null,'N','S') as existe
 from
 aula_nota a
 left join aula_sessao s on s.idaula = a.idaula and s.idaluno = a.idaluno
 group by
 a.idaluno,a.idaula
";
$res = mysql_query( $sql );

while( $r = mysql_fetch_array( $res ) )
{
 if($r['existe']=="S")
 {
 $sql = "update aula_sessao set sessao_exercicios = ".$r['vezes']." where idaula = ".$r['idaula']." and idusuario = ".$r['idaluno'];
 }
 else
 {
 $sql = "insert into aula_sessao (idaula,idaluno,sessao_exercicios) values (".$r['idaula'].",".$r['idaluno'].",".$r['vezes'].")";
 }
 mysql_query( $sql );
}

?>

A desvantagem é que a cada vez que você dá o comando mysql_query(), uma nova conexão é aberta com o banco. Então, se o resultado da primeira query tem muitas linhas, o tempo de execução será muito grande, o uso de processador será absurdo, você poderá perder dados durante o tempo de execução do script, além de poder derrubar o servidor MySQL (acontece muito na plataforma windows ou de acordo com as configurações do servidor).

Usando a Stored Procedure, além da velocidade de execução ser absurdamente maior, você mantém a consistência de dados, pois o MySQL sabe se algum dado foi inserido durante a execução do script e o atualiza também, se for o caso.

Criando uma função no MySQL

Vou mostrar um exemplo simples para ilustrar.

Vamos supor que você tem uma tabela de usuários que te traz o nivel de acesso de cada um deles. Vamos supor que temos os seguintes níveis de acessos:

0: comum
1: colaborador
2: moderador
3: administrador

Você quer apresentar esta informação para o usuário. Para fazer isso somente uma vez, basta na sql você fazer:


select
idusuario,
nome,
    email,
    (case nivel
       when 0 then 'comum'
       when 1 then 'colaborador'
       when 2 then 'moderador'
       when 3 the 'administrador'
    end) as nivelString
from
    usuario
where idusuario = 1

Você pode simplesmente criar uma função para pegar a string que diz o nivel de acesso do usuário, com a vantagem de poder usá-la em várias sqls, sem ter a necessidade de fazer o CASE toda vez que você precisar obter esse dado. Além disso, a manutenção fica muito mais simples se você quiser, por exemplo, acrescentar mais um nível de acesso. Basta alterar a função.

Então vamos criar:


delimiter ;

drop function if exists getNivelString;

delimiter |

create function getNivelString(nivel INT)
 returns varchar(45)
 begin
   declare nivelString varchar(45);
   case nivel
     when 0 then nivelString = 'comum'
     when 1 then nivelString = 'colaborador'
     when 2 then nivelString = 'moderador'
     when 3 then nivelString = 'administrador'
     else nivelString = 'comum'
   end;
   return nivelString;
end
|

delimiter ;

Agora,  a consulta pode ficar assim:

select
idusuario,
nome,
    email,
    getNivelString(idnivel) as nivelString
from
    usuario
where idusuario = 1

Lembrando que este é um exemplo bem simples diante da infinidade de coisas que se pode fazer.

Agora, o php para mostar os dados fica bem simples:


$sql = "
select
idusuario,
nome,
    email,
    getNivelString(idnivel) as nivelString
from
   usuario
where idusuario = 1
";
$campo = mysql_fetch_array( mysql_query( $sql ) );

echo "
    Olá {$campo['nome']}! Você é um usuário {$campo['nivelString']}.
";

A mesma coisa em PHP

<?php
function getNivelString($idnivel)
{
    switch( $idnivel )
    {
       case 0: $string = 'comum'; break;
       case 1: $string = 'colaborador'; break;
       case 2: $string = 'moderador'; break;
       case 3: $string = 'administrador'; break;
       default $string = 'comum'
    }
    return $string;
}

$sql = "select idusuario, nome, email, idnivel from usuario where idusuario = 1";
$campo = mysql_fetch_array( mysql_query( $sql ) );

echo "
    Olá {$campo['nome']}! Você é um usuário " . getNivelString( $campo['idnivel'] ) . ".
";
?>

Os exemplos dados aqui são apenas para demostrar como criar e usar funções e stored procedures no MySQL. Os exemplos são simples, mas você pode adaptá-los às suas necessidades.

Espero que este artigo tenha sido útil para você. Demorei um bom tempo para escrevê-lo ;)

Deixe um comentário!

Até a próxima!

MySQL Workbench, MySQL Administrator e MySQL Query Browser

Hoje vou apresentar, se você ainda não conhece, ferramentas muito práticas para se trabalhar com banco de dados MySQL.

Essas ferramentas são desenvolvidas pelo próprio pessoal do MySQL, e são fornecidas gratuitamente, assim como o banco de dados, sob licença GPL.

MySQL Workbench

Uma ferramenta que eu descobri há pouco tempo é o MySQL Workbench. Essa é uma ferramenta visual muito prática para criar, gerenciar e documentar um banco de dados. É intuitiva e fácil de se trabalhar. Você pode criar estruturas de dados complexas, e até importar bancos de dados existentes em sql.

Você pode fazer o download do MySQL Workbench aqui.

MySQL Administrator

É uma poderosa ferramenta de administração de banco de dados. Você pode administrar usuários, fazer e restaurar backups do banco de dados, administrar conexões, acompanhar o desempenho do banco de dados como queries lentas, reiniciar o servidor MySQL, administrar as configurações dos bancos e do servidor, e muitas outras coisas. Algumas coisas são restritas a serem usadas somente no computador local, mas dá para se fazer muita coisa remotamente também.

MySQL Query Browser

É uma ótima ferramenta para se executar queries e scripts SQL. Os resultados de um select são trazidos na própria tela, permitindo desenvolver SQLs complexas e visualizar se o resultado é o que esperamos. Além disso, é possível criar views, inserir e alterar dados, criar triggers e exportar os resultados de um select . Também é ótimo para otimização de Queries usando o comando explain.

O MySQL Administrator e o MySQL Query Browser fazem parte do pacote MySQL GUI Tools, que inclui também mais uma ferramenta chamada MySQL Migration Toolkit (o próprio nome já diz para que serve – mas nunca usei, então não posso escrever sobre ele).

Você pode fazer o download do MySQL GUI Tools clicando aqui.

Veja abaixo alguns screenshots dos 3 programas:

Abraços e até a próxima!

Como executar vários arquivos sql em um comando único pelo CMD do windows

Olá!

Hoje vou mostrar para você uma maneira fácil e rápida para rodar vários arquivos sql em um servidor mysql através de um único comando, através do prompt de comando do windows (cmd).

A necessidade surgiu devido a uma reestruturação do banco de dados, onde vários arquivos sql são responsáveis pela criação e importação de dados, criação de novas tabelas, alteração da estrutura de tabelas dentre outras coisas. Era muito chato a cada alteração ou testes de um dos arquivos ter que apagar o banco, recriar e rodar todos os arquivos um por um.

Então vamos lá!

Primeiro vamos criar um novo banco para o exemplo, chamado meubanco:

DROP DATABASE IF EXISTS `meubanco`;
CREATE DATABASE `meubanco`;

Salve este arquivo, por exemplo, em C:\dados\meubanco\meubanco.sql (use um editor como o notepad para salvar).

CREATE TABLE  `tabela1` (
  id INT(11) NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  descricao VARCHAR(45) NOT NULL,
  data DATETIME,
  PRIMARY KEY id,
) ENGINE=MyISAM DEFAULT CHARSET=utf8;

CREATE TABLE  `tabela2` (
  id INT(11) NOT NULL AUTO_INCREMENT,
  descricao VARCHAR(45) NOT NULL,
  data DATETIME,
  PRIMARY KEY id,
) ENGINE=MyISAM DEFAULT CHARSET=utf8;

Salve este arquivo, por exemplo, em C:\dados\meubanco\meubanco_estrutura.sql (para tornar mais fácil o processo, salve todos os arquivos sql na mesma pasta).

Agora vamos inserir alguns dados nas tabelas:


INSERT INTO tabela1 (descricao,data) VALUES
('Esta é a linha 1 da tabela 1','2009-09-16 13:45:12'),
('Esta é a linha2 da tabela 1',now()),
('Esta é a linha 3 da tabela 1',now()),
('Esta é a linha 4 da tabela 1',now());

INSERT INTO tabela2 (descricao,data) VALUES
 ('Esta é a linha 1 da tabela 2','2009-09-23 23:12:30'),
 ('Esta é a linha2 da tabela 2',now()),
 ('Esta é a linha 3 da tabela 2',now()),
 ('Esta é a linha 4 da tabela 2',now());

Salve este arquivo, por exemplo, em C:\dados\meubanco\meubanco_dados.sql .

Agora suponhamos que você tenha feito a seguinte alteração na estrutura:


ALTER TABLE `tabela1` ADD COLUMN `usuario` INT(11) , ADD INDEX `ix_usuario`(`usuario`);

ALTER TABLE `tabela2` ADD COLUMN `id_tabela1` INT(11) , ADD INDEX `ix_id_tabela1`(`id_tabela1`);

Salve este arquivo, por exemplo, em C:\dados\meubanco\meubanco_alteracao.sql, na mesma pasta que os outros.

Este exemplo é bem simples perto da real necessidade de se rodar vários arquivos sql, mas serve apenas para ilustrar uma situação em que realmente exista esta necessidade (como foi o meu caso, onde várias pessoas fizeram várias alterações em partes diferentes da estrutura de dados, e era necessário reestruturar o banco algumas vezes no mesmo dia, e várias vezes para testar localmente para não correr risco de perder os dados existentes no servidor live).

Voltando ao exemplo, abra o prompt de comando do windows (Iniciar => Executar => cmd), e teste se você consegue executar o mysql de qualquer pasta:

C:\Documents and Settings\usuario>mysql – u root

Se você usa senha, use -p no final do comando. Verifique se sua tela ficou parecida com a tela abaixo:

C:\Documents and Settings\usuario>mysql -u root
Welcome to the MySQL monitor. Commands end with ; or \g.
Your MySQL connection id is 26
Server version: 5.1.32-community MySQL Community Server (GPL)Type ‘help;’ or ‘\h’ for help. Type ‘\c’ to clear the buffer.
mysql>

Se você não conseguiu, você terá de setar o caminho para o mysql como uma variável de ambiente do windows. Para isso, entre no Painel de controle e abra Sistema (ou tecle simultaneamente a tecla com o logo do windows e a tecla Pause Break). Vá na guia Avançado e clique em Variáveis de Ambiente. Na janela que abre, selecione Path em Variáveis do sistema e clique em Editar. Na nova janela que abrir, em Valor da variável, acrescente o caminho para o mysql (no meu caso, C:\Arquivos de programas\MySQL\MySQL Server 5.1\bin). Certifique-se de que exista um ; separando o caminho que você acrescentou e os que já existiam, e que não existem espaços em branco antes e depois de ;. Salve e dê ok nas janelas. Pronto. Feche o cmd e tente novamente. Se conseguir, de exit para voltar a pasta e vá até a pasta dos arquivos sql:

mysql> exit
Bye

C:\Documents and Settings\usuario>cd C:\dados\meubanco

C:\dados\meubanco>

Agora vamos criar o arquivo *.bat que fará a execução dos scripts sqls. Abra o bloco de notas ou seu editor preferido, e digite nele:


@echo OFF
echo Criando o banco de dados...
mysql -u root < meubanco.sql
echo Criando a estrutura de dados...
mysql -u root meubanco < meubanco_estrutura.sql
echo Inserindo os dados...
mysql -u root meubanco < meubanco_dados.sql
echo Alterando a estrutura...
 mysql -u root meubanco < meubanco_alteracao.sql
echo Fim do Script!

Salve o arquivo como cria_meubanco.bat. Volte ao prompt do windows, digite cria_meubanco e voilá! Se tudo correu bem, você verá a tela abaixo:

C:\dados\meubanco>cria_meubanco

Criando o banco de dados…
Criando a estrutura de dados…
Inserindo os dados…
Alterando a estrutura…
Fim do Script!

C:\dados\meubanco>

Pronto! Você acabou de criar um arquivo em lotes executável pelo prompt do windows, que poderá te poupar muito tempo no seu dia a dia de desenvolvedor.

Deixe seu comentário!

Até a próxima!

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